FOTO: Casamento judaico em Alepo (Síria, 1914)

A vida judaica em muitas cidades do mundo árabe e muçulmano era intensa antes das perseguições e políticas nacionalistas. Na foto abaixo, uma família judia de Alepo, terceira maior cidade síria, posa dentro de uma sinagoga em um casamento.

A imagem, do fotógrafo armênio Derounian, é de 1914, segundo o site Mideast Image, que destaca: “Homens, mulheres e crianças estão vestidos conforme a moda europeia, com exceção de uma pessoa que usa um fez” (no canto inferior esquerdo).

Casamento judaico em Alepo (Síria, 1914)
Casamento judaico em Alepo (Síria, 1914)

Fonte: Mideast Image. Veja mais fotos.

FOTO: Judias vestidas para Purim (Líbia, 1940)

A Líbia já teve 38 mil judeus, na década de 1940. Levantamentos realizados no começo dos anos 2000 apontaram que não há mais nenhum integrante da comunidade judaica no país, o que foi tema de um filme lançado em 2007. Abaixo, duas judias líbias, irmãs, vestidas para a festividade de Purim, posam para foto. A imagem é de 1940, segundo anotação à mão que pode ser vista no canto superior esquerdo.

A história dos judeus líbios, chamados em hebraico de Tripolitaim, em referência à capital do país, Trípoli, remonta ao século 3º aC, quando a Cirenaica (Barqah, em árabe, região na costa oriental do país cuja mais importante cidade na antiguidade era Cirene) foi colonizada pelos gregos. Sempre houve presença de judeus na região, mas durante a Segunda Guerra Mundial houve perseguições provocadas por leis antissemitas adotadas na Itália, que havia colonizado o país em 1911.

Irmãs judias líbias vestidas para Purim
Irmãs judias líbias vestidas para Purim

Veja mais fotos.

CCSP promove festival da cultura árabe até dia 31

5º Festival Sul-Americano da Cultura ÁrabeEm 25 de março é comemorado o Dia da Comunidade Árabe no Brasil. Para homenagear o marco, a BibliASPA (Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul – Países Árabes) e a Unesco realizam, até o dia 31, uma série de atividades culturais no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na 5ª edição do Festival Sul-Americano da Cultura Árabe (Saca).

No evento, haverá exposições, músicas e oficinas para celebrar a cultura árabe, presente no Brasil desde meados do século 19, com a chegada dos primeiros imigrantes. A entrada é gratuita. A programação completa do evento pode ser encontrada no site da prefeitura da cidade, no blog do Festival ou na página no Facebook. O CCSP fica na rua Vergueiro, 1.000 (metrô Vergueiro). Conheça algumas das atividades:

Contação de histórias

CIA. DUO ENCANTADO. Com Rosita Flores e Giba Santana. Narração de histórias mesclada com cantigas e brincadeiras tradicionais. De 22 a 30/3. Sáb. e dom., 14h30 (nos dias 29 e 30, com interpretação em Libras).

Exposição

A ARTE DA CALIGRAFIA ÁRABE. A caligrafia árabe é uma arte extremamente refinada a partir da qual se desenvolvem arabescos, entre o geométrico e o vegetal. Serão expostos, também, objetos pertencentes ao universo da escrita árabe, como instrumentos, suportes, porta-cálamo, tinta e tábuas de escrever. Praça Mário Chamie. De 22/3 a 18/5. 3ª a 6ª, das 10h às 19h30. Sáb., dom. e feriados, das 10h às 17h30.

REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS DA POESIA ÁRABE. Composições gráficas feitas por Janaina Elias e Moafak Dib Helaihel a partir de versos poéticos árabes, utilizando o gestual dessa escrita. Praça Mário Chamie. De 22/3 a 18/5. 3ª a 6ª, das 10h às 19h30. Sáb., dom. e feriados, das 10h às 17h30.

Música

NUBAH SIQAH (Tunísia). Com Dr. Makram Lansari (maestro, rababe e vocal), Imed Messaoud (alaúde e vocal), Mohammad Abdel-Qadir al-Haj Qacim (percussão e vocal) e Abdel-Aziz Cherif (contrabaixo). “Nubah Siqah” é o nome do espetáculo concebido no final de 2013 como parte da comemoração do 20º aniversário do Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas Ennejma Ezzahra, da Tunísia, e inédito no Brasil. A apresentação conta com cinco dos melhores músicos do país norte-africano, tocando instrumentos tradicionais, como a rababe, o alaúde, o tar (espécie de tamborim) e as nagharat (par de tímbales), além de contrabaixo. Sala Adoniran Barbosa. Dia 23/3, 18h (retirar ingressos a partir das 16h).

Bate-papo

CONVERSA SOBRE A MÚSICA DA TUNÍSIA. Com os músicos do espetáculo “Nubah Siqah”. Sala Jardel Filho. Dia 22/3, das 15h às 17h

Oficina

CALIGRAFIA ÁRABE. Coordernação: Moafak Dib Helaihel (artista libanês, autor da obra “Caligrafia árabe”, em quatro idiomas – Edições BibliASPA). Oficina que alia produção artística e conteúdo e representa a arte árabe e islâmica. Escrito da direita para a esquerda, o árabe é o segundo alfabeto mais utilizado no mundo e é suporte gráfico em que se escrevem dezenas de idiomas na África e na Ásia. A escrita possui grande flexibilidade, o que permite utilizá-la para criar desenhos de animais, flores e outras figuras. 20 vagas por ordem de chegada, sem necessidade de inscrição. Praça Mário Chamie. Dias 29 e 30/3 das 16h às 18h.

Fonte: site da prefeitura de São Paulo

Brasil comemora Dia da Imigração Judaica hoje

Imigração judaica no BrasilDesde 2009, o Brasil comemora, no dia 18 de março, o Dia da Imigração Judaica. A data foi criada por iniciativa do então deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e sancionada por Josè Alencar, então presidente em exercício.

A escolha homenageia a reinauguração, em 2002, da sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, no Recife (PE). A presença judaica no Brasil remonta ao período anterior ao descobrimento do país. Alguns historiadores afirmam que o projeto ultramarino português só foi possível graças à participação concreta de judeus.

A data será comemorada hoje no Rio de Janeiro com uma palestra sobre os judeus que vieram do Egito, de Joëlle Rouchou, jornalista e autora de uma tese de doutorado sobre a imigração dos judeus egípcios para o Brasil. Segundo Joëlle, “a saída dos judeus do Egito, nos anos 1950, foi ‘extremamente traumática’ mas, ao chegarem ao Brasil, eles ‘aos poucos foram se acostumando e (hoje) são extremamente gratos ao país que os recebeu'”.

Na ocasião da proposta para a criação da data, Itagiba disse ser “inegável a importância, em todos os setores da vida nacional, da contribuição dos imigrantes judeus para a formação social, política, econômica e cultural do Brasil”. O número estimado de judeus no Brasil hoje é de 120 mil, 60 mil dos quais em São Paulo e cerca de 40 mil no Rio de Janeiro. Há comunidades em todas as regiões do país – assista ao vídeo abaixo, que mostra imagens de judeus em diversos Estados. A música, “Adon Olam Nordestino”, é uma versão “abrasileirada” de uma reza judaica muito conhecida.

Assista, também, a um vídeo veiculado no SBT que conta a história da presença judaica no Brasil. Veja, no site da Conib, imagens da imigração judaica para o país. Em 2003, o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB) realizou uma exposição no Memorial do Imigrante sobre a presença judaica no Brasil.

‘Economist’ publica texto sobre judeus árabes

Economist: Among Muslims (clique para ampliar)A revista britânica Economist publicou, em sua edição de fevereiro, uma matéria sobre os “refugiados judeus de países árabes”, sob o título “Não se esqueça que nós perdemos, também”. O texto equipara a situação de refugiados palestinos, que foram expulsos com a criação de Israel, em 1948, com a dos judeus árabes.

“Assim como os refugiados palestinos e seus descendentes, que se recordam dos laranjais e dos cinemas que perderam em Yafa, quando Israel nasceu em 1948, judeus que viviam no Iraque (…) lembram o tempo em que a maioria dos bancos e empresas de transporte do país eram administrados por judeus”, destaca a publicação.

A revista ainda menciona a opinião de um professor judeu de origem iraquiana: “O Iraque foi ladeira abaixo desde que nos expulsou – mubki, lamentável”. Segundo a reportagem, enviada do escritório da revista em Jerusalém mas não assinada, “a compensação para judeus expulsos de países árabes pode se tornar uma nova questão (no conflito)”, explicando que lideranças sefaraditas em Israel criticam “os próprios negociadores por não levantar a questão com mais veemência”.

Levana ZamirLevana Zamir (na foto), presidente da Associação Internacional de Judeus do Egito, questiona, no texto, o fato de Israel buscar compensação para vítimas do Holocausto mas não para judeus de países árabes. Ela responde: “Nossos líderes são asquenazitas e nós somos mizrahim (orientais)”. E afirma: “Nós tivemos um outro tipo de Holocausto. Um milhão de judeus perderam tudo”.

O texto acompanha um infográfico (acima) que apresenta números do Congresso Judaico Mundial sobre a população judaica de países muçulmanos em 1948. Segundo o gráfico, o número de judeus em pelo menos 12 países chegava perto de 900 mil, a maioria no Marrocos, Iraque e Argélia, países em que hoje a comunidade judaica não ultrapassa 3 mil pessoas – de fato, Argélia e Iraque não têm mais judeus.

FOTO: Judeus iemenitas a caminho de Israel (1949)

Dando sequência ao álbum de imagens sobre judeus árabes Uma foto toda quinta, a cena abaixo mostra judeus iemenitas resgatados na Operação Tapete Mágico. Houve ao menos duas grandes ondas de migração de judeus do Iêmen para Israel.

A primeira delas ocorreu entre o final do século 19 e o começo do 20, antes da Primeira Guerra Mundial, quando cerca de 10% dos judeus iemenitas deixaram o país. A partir de 1920, uma segunda leva começou a deixar o país, mas a saída se intensificou a partir da Partilha da Palestina britânica, em 1947. A Operação Tapete Mágico teve início em junho de 1949, pouco mais de um ano após a criação do Estado de Israel.

Leia mais a respeito na Wikipedia. Veja mais fotos.

Judeus iemenitas são resgatados na Operação Tapete Mágico, em 1949
Judeus iemenitas são resgatados na Operação Tapete Mágico, em 1949

Novo livro aborda 5 séculos de imigração judaica para SP

O Brasil como destino: Raízes da imigração judaica contemporânea para São PauloA socióloga Eva Alterman Blay lança, amanhã, quinta-feira (13/3), a partir de 19h, o livro “O Brasil como destino: Raízes da imigração judaica contemporânea para São Paulo“, pela Editora Unesp. O lançamento ocorre na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis. Acesse o convite no site da FFLCH/USP para mais informações sobre o evento.

Na ocasião, haverá uma mesa-redonda com a participação da autora e ex-senadora, do jornalista Alberto Dines, da professora da USP Nancy Rozencham e mediação de Jézio Gutierre.

O livro relata o processo de imigração judaica para o Brasil, com foco em São Paulo, ao longo dos últimos 500 anos, desde o século 16, quando os judeus foram expulsos da Península Ibérica, até as ondas mais recentes. “Ao longo dos séculos 18 e 19, desembarcaram os fugitivos dos pogroms, do serviço militar escravizante, da segregação. No século 20, viriam os fugitivos do nazismo”.

Na obra, Eva reproduz relatos de imigrantes provenientes de 17 países, a maioria da Europa ocidental. Em conversa com o blog Judeus Árabes, Eva disse que há testemunhos de judeus de países do Oriente Médio, inclusive da Palestina britânica.

“O que mais me chamou a atenção em entrevistados que vieram da Síria ou do Líbano é a nostalgia que têm da cidade de origem”, disse. Segundo ela, essas pessoas mantêm o nome, homenageiam o local de origem, preservam os costumes, “desde o modo de rezar (o nigun), a comida, muitos valores, a música e até a língua original“. 

Eva Blay é pioneira no estudo de temas relacionado aos direitos das mulheres no Brasil. Na USP, fundou o Centro de Estudos de Gênero e dos Direitos da Mulher. Ela também é especialista em relações de gênero, violência, identidades étnicas e imigração judaica.

Foi senadora suplente de FHC, assumindo o cargo quando ele se tornou ministro de Exterior (1992-93) e da Fazenda (1993-94) no governo Itamar Franco e depois presidente. Eva trabalhou no Departamento de Assessoria à Mulher na ONU, em Viena. O livro está à venda no site da Editora Unesp, pelo preço promocional de R$ 64,59 ou em 3x R$ 21,53.

Toda quinta, uma foto

Todas as quintas-feiras, a partir de hoje, este blog publica uma foto sobre a história dos judeus de países árabes e muçulmanos. São imagens que mostram as perseguições sofridas em função de políticas nacionalistas e a partir das vésperas da criação do Estado de Israel, em maio de 1948. A pesquisa das fotografias é da equipe do projeto. Sempre que possível indicaremos a fonte da imagem.

Judeus do Iraque em um campo provisório de refugiados em Israel em 1949
Judeus do Iraque em um campo provisório de refugiados em Israel em 1949

Canadá reconhece refugiados judeus do Oriente Médio

Selo comemorativo à relação entre Canadá e IsraelO governo do Canadá reconheceu oficialmente os refugiados judeus que saíram dos países do Oriente Médio e Norte da África após 1948. O reconhecimento vem em resposta a um relatório de novembro de 2013 da Comissão Permanente de Relações Exteriores e Desenvolvimento Internacional do Parlamento canadense.

O relatório destacou “a discriminação e as dificuldades enfrentadas por judeus do Oriente Médio e do norte da África”, após ouvir refugiados e representantes de organizações judaicas. Segundo a Comissão, a narrativa dos judeus árabes tem estado “até hoje ausente das discussões internacionais”. No relatório, a Comissão fez duas recomendações ao governo: o reconhecimento oficial dos refugiados judeus árabes que deixaram seus países a partir de 1948 e o apoio às partes negociadoras para que “levem em consideração todas as populações de refugiados como parte de uma solução justa e abrangente dos conflitos israelo-palestino e árabe-israelense”.

O governo acatou a primeira recomendação, destacando que o reconhecimento “não compete com a situação dos refugiados palestinos ou a diminui”. Ottawa ressaltou, também, a importância dada às questões relacionadas aos direitos humanos na política externa do país e o compromisso do governo com a defesa e a promoção dos direitos religiosos, expresso pela criação do Escritório de Liberdade Religiosa.

Entretanto, a segunda recomendação da Comissão não foi acatada pelo governo. Apesar de reconhecer “a boa intenção da recomendação”, o governo justificou-se dizendo que não há negociações diretas no momento a respeito dos judeus árabes entre Israel e os países de origem dessa população. O Canadá diz que “apoia as negociações de paz em sua estrutura e contexto atuais, que visam atingir a paz de maneira ampla entre Israel e o mundo árabe uma vez que seja alcançado um acordo entre Israel e os palestinos”.

Em resposta, o presidente do Centre for Israel and Jewish Affairs (CIJA), David Koschitzky, divulgou um comunicado no qual afirma que a decisão do governo aproxima o Canadá de “reconhecer a perseguição esquecida das minorias judaicas em todo o Oriente Médio”. Segundo Koschitzky, isso poderá “corrigir um desequilíbrio fundamental numa política canadense que reconhece refugiados árabes mas não faz nenhuma menção a refugiados judeus resultantes do conflito árabe-israelense”.

Refugiados judeus no St. Louis esperam decisão de Cuba sobre permissão de entrada, na costa de Havana (foto: USHMM)Com cerca de 358 mil judeus, o Canadá é hoje um dos maiores aliados de Israel no mundo. Em janeiro, o premiê Stephen Harper visitou o país e fez um discurso no Parlamento israelense, a Knesset, em que prometeu lealdade ao Estado judeu. Mas em 1939, no começo da Segunda Guerra Mundial, o Canadá recusou a entrada de 937 judeus alemães fugidos do nazismo, enviando o transatlântico alemão St. Louis de volta à Europa. O Canadá foi o último país no roteiro do St. Louis, que não pôde desembarcar os passageiros em Cuba (foto acima) e nos EUA. Segundo especialistas, 254 deles morreram em campos de concentração depois que a Alemanha ocupou países europeus que acolheram os passageiros do navio.

Durante regime nazista na Alemanha, o Canadá teve uma das piores marcas entre as democracias no número de admissões de refugiados judeus: menos de 5 mil pessoas foram absorvidas pelo país. Em 1945, ao ser questionado quantos judeus o país admitiria depois da guerra, um oficial canadense respondeu: “Nenhum é demais”.

(Colaboração: Gabriel Toueg)

Êxodo judaico de países árabes será tema de palestra na Hebraica

Armand Toueg Soriano - Ficha Consular de Qualificação (Brasil)O jornalista Gabriel Toueg, co-autor do projeto Judeus Árabes, fará uma palestra no clube A Hebraica de São Paulo no dia 15 de março. O tema será a saída de judeus de países árabes e muçulmanos entre os anos 1940 e 1970. Embora Israel e França tenham absorvido a maior parte dos cerca de 900 mil judeus que deixaram 11 países do norte da África e do Oriente Médio nesse período, o Brasil também recebeu muitos imigrantes judeus árabes, que contribuíram de forma bastante relevante para a sociedade local.

Toueg tem mais de 15 anos de experiência como jornalista e atualmente trabalha como freelancer em diversas atividades relacionadas à profissão. Desde janeiro de 2013 dedica-se ao projeto Judeus Árabes, uma forma de homenagear seu avô, Armand Toueg Soriano, que deixou o Cairo com a família em 1957 e chegou ao Brasil um ano depois, após um curto período em Montevidéu (Uruguai). Armand (que aparece na “Ficha Consular de Qualificação”, acima) teria completado 100 anos em 2013 se estivesse vivo.

Entre 2004 e 2011, Toueg viveu em Israel, de onde trabalhou como correspondente para a imprensa brasileira e estrangeira, cobrindo conflitos e questões da política local. Na volta ao Brasil, assumiu a liderança da editoria internacional online do jornal O Estado de S. Paulo. Ele é integrante do Grupo de Trabalho Oriente Médio e Mundo Muçulmano (GTOMMM), coordenado pelo professor Peter Demant na USP.

A palestra está marcada para começar às  14h30 do sábado, 15/3, e deve durar até 16h. Quem não é sócio do clube e está interessado em assistir pode entrar em contato até 12/3.